Durante dois anos a Camargo Corrêa pesquisou entre os grandes portos brasileiros aquele que reunisse as melhores condições para o seu projeto de instalação de um estaleiro. No final da busca, a empresa anunciou a escolha por Suape, por identificar no complexo industrial-portuário pernambucano as condições geo-econômicas consideradas ideais para receber o estaleiro.
Quem contou essa história foi o vice-presidente da Camargo Corrêa, Luiz Roberto Nascimento, quando assinou com o Governo de Pernambuco, no dia 4 de agosto passado, o Protocolo de Intenção para a instalação do estaleiro no Porto de Suape. O estaleiro será um dos três maiores do Mundo e o maior do Hemisfério Sul. É um investimento superior a R$ 500 milhões, vai gerar 30 mil empregos diretos e indiretos e um faturamento anual previsto em R$ 1 bilhão.
Quatro meses depois do anúncio do estaleiro, Suape prepara-se para receber outro megaprojeto composto de dois grandes empreendimentos do grupo italiano Mossi & Ghisolfi. Irão demandar investimentos deUS$ 800 milhões (R$ 2,1 bilhões), trazendo para Pernambuco a maior fábrica de resina para embalagens tipo PET do Mundo; e outra de relevância igualmente mundial dirigida à produção de ácido teraftálico purificado (PTA), que é matéria-prima para o poliéster. As duas fábricas criam as condições básicas para o início do Pólo de Poliéster do Nordeste.
Os empreendimentos do grupo italiano M&G, são frutos de uma longa negociação que durou um ano e dez meses com o Governo de Pernambuco. Durante esse período de negociação os investidores italianos estiveram com o governador Jarbas Vasconcelos no Palácio do Campo das Princesas, sobrevoaram Suape em helicóptero, conheceram em trajeto rodoviário as potencialidades do complexo industrial-portuário e, por fim, receberam incentivos fiscais.
Seguramente, o estaleiro da Camargo Corrêa e os empreendimentos da M&G mudam o curso da história industrial do Estado e impõem uma forte dinâmica ao desenvolvimento econômico. Nada disso seria possível, todavia, não fosse a determinação do governador Jarbas Vasconcelos em investir nesses seis anos de governo, de forma eficiente e estratégica na infra-estrutura e na logística, complementando as ações estruturadoras com boas políticas sociais que conduzem Pernambuco no rumo certo do desenvolvimento.
Modernizado no atual governo, o complexo industrial-portuário de Suape pontifica hoje como a grande força motriz da economia pernambucana. Maior concentrador de cargas do Nordeste, ele abriga 98 centrais de distribuição. E também, a maior termelétrica em atividade no Brasil, um investimento de R$ 1 bilhão e capacidade para 523 megawatts. Tem espaço reservado para uma refinaria de petróleo e 70% de todos os investimentos privados ali aplicados aconteceram no governo Jarbas.
O novo Aeroporto Internacional dos Guararapes-Gilberto Freyre é o maior do Nordeste e um dos mais modernos do País. A duplicação da BR-232, no trecho do Recife a Caruaru, e mais recentemente no trecho Caruaru-São Caetano é a segunda maior obra rodoviária em construção noPaís. O governo também desenvolve o maior programa de recursos hídricos jamais realizado no Estado, com mais de 200 obras concluídas ou em andamento.
Confirmando o acerto como o Estado vem sendo governado, o IBGE, recentemente, ao divulgar os resultados das contas regionais no País referentes ao ano de 2002, revelou que a economia de Pernambuco teve naquele período um crescimento de 4%, situando-se acima da média brasileira que registrou um crescimento de 1,9%, e da nordestina, que cravou 2,5%. Isso, já nos três primeiros anos do governo Jarbas.
Bruno Araújo é deputado estadual pelo PSDB
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