Está cada vez mais difícil a vida do consórcio vencedor para construir a usina hidrelétrica de Jirau, no Rio Madeira, em Rondônia.
Além da decisão de uma liminar expedida pela 3º Vara da Justiça Federal de Rondônia, quinta-feira, que suspendeu a licença ambiental prévia para o início da obra, a Comissão de Fiscalização e Controle, da Câmara dos Deputados, quer resposta, por escrito, sobre a circunstância que levou o Consórcio Energia Sustentável do Brasil (Enersus) a vencer a concorrência para construção da usina.
Na quarta-feira, a comissão enviou ao Ibama, à Agência Nacional de Águas e à Agência Nacional de Energia Elétrica um questionário com seis observações para as quais quer respostas detalhadas.
Pelo menos quatro delas referem-se às incertezas sobre as proporções do dano ambiental promovido pelo deslocamento de 9,2 quilômetros da obra. “Já houve obras de infra-estrutura bem maiores que a de Jirau. No entanto, nenhuma delas aconteceu em situação tão nebulosa como ela. Não sabemos no que ela vai resultar para o meio ambiente e para a população local”, disse o deputado Bruno Araújo (PSDB-PE), que propôs investigações a respeito do leilão e processo de concessão da obra à comissão.
Fonte: www.claudiohumberto.com.br
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