Para tucano, faltam recursos de apoio logístico aos pesquisadores
Brasília (21 de janeiro) – Integrante da comitiva de deputados que conheceu na semana passada as pesquisas realizadas pelo Brasil na Antártida, o deputado Júlio Semeghini (SP) pediu ao governo federal que destine mais recursos para investimentos na Estação Antártica Comandante Ferraz, base brasileira localizada na ilha do Rei George, a 130 km da península Antártica, na baía do Almirantado.
FRENTE PARLAMENTAR
Semeghini avaliou como positiva a visita feita à base brasileira e destacou a importância da apresentação de novos projetos da criação de parcerias que auxiliem as pesquisas na região. São investigados temas como o impacto das mudanças ambientais globais na Antártica e suas conseqüências para as Américas, em especial para a Amazônia. “É importante que se mantenha um acompanhamento para consolidar o país como pólo de pesquisas no continente”, asseverou.
O deputado ressaltou que a falta de um suporte logístico adequado ainda é um entrave para o avanço das explorações brasileiras. “Acredito que o grande desafio enfrentado é de cunho logístico. É preciso colocar os pesquisadores nos locais corretos e dar suporte e segurança para que se realizem as pesquisas”, defendeu o tucano.
O parlamentar paulista é integrante da Frente Parlamentar Mista de Apoio ao Programa Antártico, formada em 2007. O grupo suprapartidário possui 121 deputados e 56 senadores. Neste ano, 12 deputados participaram da viagem ao continente, onde acompanharam os projetos que o Brasil desenvolve na estação. Além de Semeghini outros três deputados tucanos também participaram da viagem: Bruno Araújo (PE), Duarte Nogueira (SP) e Gustavo Fruet (PR).
Para 2009, a frente de apoio ao Proantar já garantiu R$ 19 milhões do Orçamento que serão investidos em logística e fomento na região. A parceria entre a Marinha, que comanda as pesquisas na Antártica, e a Aeronáutica foi considerada exemplar por Semeghini. Entre os assuntos específicos pesquisados estão a meteorologia local, o derretimento de geleiras, as mudanças ambientais e as correntes marinhas.
Fonte: Agência Tucana
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