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	<title>Deputado Federal Bruno Araújo PSDB &#187; Artigo</title>
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	<description>Deputado federal do PSDB de Pernambuco, que trabalha na defesa do consumidor, na fiscalização dos gastos do governo e por um país mais justo</description>
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		<title>Irã: o que não podemos esquecer</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Feb 2010 15:56:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>imprensa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos do Deputado]]></category>
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		<description><![CDATA[Quando criticamos aqueles que apoiam o governo do Irã, a ideia não é a crítica pela crítica, sem fundamento. Criticamos porque não concordamos com a postura dos que não sabem o que está ocorrendo naquele país. Ou pior: fazem de conta que nada acontece. Quem se informou sobre o povo iraniano e sobre a sua [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Quando criticamos aqueles que apoiam o governo do Irã, a ideia não é a  crítica pela crítica, sem fundamento. Criticamos porque não concordamos  com a postura dos que não sabem o que está ocorrendo naquele país. Ou  pior: fazem de conta que nada acontece.</p>
<p style="text-align: justify;">Quem se informou sobre  o povo iraniano e sobre a sua situação não pode ser frio e pensar  exclusivamente no que o Brasil, ou alguns líderes, podem ganhar com  reuniões entre diplomatas, políticos e empresários para fazer negócios,  como se tudo estivesse bem por lá.</p>
<p style="text-align: justify;">As coisas não estão nada  bem no Irã. O regime está se esgarçando e aumenta a repressão política  contra os opositores de regime. Ainda sofremos no nosso meio político  as marcas da repressão vivida no Brasil até a década de 80 do século  passado. Entender-se com um regime que apela para a violência para se  manter no poder é grave erro.</p>
<p style="text-align: justify;">As notícias que chegam aqui  mostram o desrespeito por coisas que consideramos entre as mais  importantes para os indivíduos em qualquer lugar do mundo: a liberdade  e os direitos humanos.</p>
<p style="text-align: justify;">O direito de poder falar das coisas de  que gostamos, dos sonhos e daquilo em que acreditamos, sem medo de  sermos perseguidos. O direito de poder rezar para Deus da forma que  acharmos melhor. O direito de discordar dos governantes, claro que com  respeito e dentro da lei. O direito de pedir por mudança quando  percebemos que o governo não sabe mais como resolver os problemas do  povo.</p>
<p style="text-align: justify;">Resumindo, nos dias de hoje está sendo negada a  possibilidade de os iranianos viverem em paz e em um regime  democrático. Os exemplos são muitos. Ocorre na diferença de tratamento  a homens e mulheres, com o absurdo de considerar que uma mulher vale a  metade do homem; nas ações contra os homossexuais; na repressão radical  e violenta contra as religiões, chegando ao ponto de algumas crenças  não serem reconhecidas. É o caso do grupo chamado baha’i, que tem sido  perseguido ao ponto de muitos de seus integrantes estarem considerando  uma espécie de genocídio cultural. O fato de terem uma religião  diferente os tornam ameaçadores para o regime iraniano.</p>
<p style="text-align: justify;">A  intolerância também atinge outros grupos. Os vídeos que estão na  internet mostram coisas assustadoras. Mulheres sendo apedrejadas ou  enterradas vivas acusadas de adultério. Filas de postes com homens  enforcados, acusados de homossexualismo. Homens e mulheres sendo mortos  porque tiveram coragem de se opor ao governo. Porque disseram: “Eu  discordo!”</p>
<p style="text-align: justify;">Testemunhos de pessoas que escaparam do Irã  confirmam o que está ocorrendo e, agora, começam ser divulgados casos  de corrupção, com desvios de bilhões de dólares, envolvendo os chefes  do governo e seus parentes. Como disse a iraniana ganhadora do Prêmio  Nobel da Paz de 2003, Shirin Ebadi, o povo “expressa seus anseios de  maneira pacífica, mas recebe balas e prisão”. Mas, como ela também  observou: “O povo já está cansado, não tem nada a perder. Suas leis,  sua história, seu dinheiro, foram todos tomados. Ele já não tem medo do  governo”.</p>
<p style="text-align: justify;">Pois esse país, que não respeita a diversidade e é  intolerante, é o país que quer aprofundar laços com o Brasil. Outro  ponto de preocupação é o súbito interesse do Irã por nossas pesquisas  nucleares. Tal fato é preocupante na medida em que o Irã é um pária na  comunidade internacional por se recusar a abrir suas instalações  nucleares à fiscalização internacional.</p>
<p style="text-align: justify;">Por tantas razões não  dá para acreditar que o Brasil esteja disposto a aprofundar suas  relações com o Irã. Pior, não temos nada a aprender com eles e eles não  parecem interessados nas lições de tolerância religiosa, racial e  sexual que o Brasil pode dar. Não vale, por um punhado de dinheiro,  expandir relações econômicas com quem não respeita os direitos humanos  mais básicos.</p>
<p style="text-align: left;">Bruno de Araújo<br />
Deputado federal pelo PSDB de Pernambuco, vice-líder do partido na Câmara</p>
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