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	<title>Deputado Federal Bruno Araújo PSDB &#187; Irã</title>
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	<description>Deputado federal do PSDB de Pernambuco, que trabalha na defesa do consumidor, na fiscalização dos gastos do governo e por um país mais justo</description>
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		<title>Programa Expressão Nacional &#8211; Debate com o Deputado Bruno Araújo (PSDB-PE)</title>
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		<pubDate>Thu, 20 May 2010 17:11:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>imprensa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[PARTE 01 PARTE 02 PARTE 03 PARTE 04]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>PARTE 01</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="350" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/dV7-TzE0ge4" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350" src="http://www.youtube.com/v/dV7-TzE0ge4"></embed></object></p>
<p>PARTE 02</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=KjfqXBfdNKw"></a><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="350" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/KjfqXBfdNKw" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350" src="http://www.youtube.com/v/KjfqXBfdNKw"></embed></object></p>
<p>PARTE 03</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=m4dHPZW_hLQ"></a><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="350" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/m4dHPZW_hLQ" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350" src="http://www.youtube.com/v/m4dHPZW_hLQ"></embed></object></p>
<p>PARTE 04</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=RxqtbpuKrsE"></a><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="350" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/RxqtbpuKrsE" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350" src="http://www.youtube.com/v/RxqtbpuKrsE"></embed></object></p>
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		<title>O que há por trás desse reator?</title>
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		<pubDate>Sun, 16 May 2010 20:01:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>imprensa</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Notícias Políticas]]></category>
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		<description><![CDATA[O mundo já começa a especular sobre as ambições nucleares brasileiras. E há quem fale até em bomba atômica Denize Bacoccina e Guilherme Queiroz Sempre que é questionado sobre o programa nuclear brasileiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já tem a resposta na ponta da língua. “Nós somos, pela Constituição brasileira, proibidos de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p id="assinatura">O mundo já começa a especular sobre as ambições nucleares brasileiras. E há quem fale até em bomba atômica<br />
Denize Bacoccina e Guilherme Queiroz</p>
<p style="text-align: justify;">Sempre que é questionado sobre o programa nuclear brasileiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já tem a resposta na ponta da língua. “Nós somos, pela Constituição brasileira, proibidos de fabricar armas nucleares.” A menção ao texto de 1988, que estabelece o uso pacífico como condição para o desenvolvimento do programa nuclear, também esconde um certo inconformismo com a situação, única no mundo.</p>
<p>Por que o Brasil, com suas pretensões de grande player, tem de abrir mão de seus interesses assim, voluntariamente, e perpetuar a situação de desigualdade que existe hoje no mundo, entre nações com e sem armas nucleares? Embora este debate não aconteça em público, é o discurso interno de boa parte do governo. Nos últimos tempos, o pacto de silêncio só foi quebrado pelo vice-presidente, José Alencar. “A arma nuclear utilizada como instrumento dissuasório é de grande importância para um país que tem 15 mil quilômetros de fronteiras, um mar territorial e, agora, esse mar do pré-sal de quatro milhões de km2”.</p>
<p>Nos últimos meses, a proximidade com o Irã, onde o presidente Lula estará neste fim de semana (leia mais na reportagem seguinte), despertou suspeitas de que o País esteja negociando um acordo que poderia ir além do declarado interesse em desenvolver usinas de energia elétrica e produzir medicamentos. “Cria uma situação de desconfiança.Não sei se essa aproximação é boa e o que isso pode criar”, afirmou à DINHEIRO Ronaldo Fabrício, vice-presidente executivo da Associação Brasileira para Desenvolvimento de<br />
Atividades Nucleares (Abdam).</p>
<p>O ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, que em março esteve no Irã, diz que foi orientado a não conversar sobre isso com os iranianos. Mas ele admite que a proximidade contamina a percepção externa do Brasil. “Para isso, é preciso ter uma evidência de que nós estamos fazendo alguma coisa. E os inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica vêm ao Brasil permanentemente. Tem câmaras em todas as instalações.”</p>
<p>Uma mudança formal no status nuclear, com a modificação na Constituição, seria muito improvável, já que o assunto teria que ser debatido no Congresso. E, embora a aproximação do governo com o Irã desencadeie reações, a avaliação é de que o Brasil não teria força política (e tampouco haveria disposição entre congressistas) para confrontar a Constituição. “Não vejo chances de mudança. O que defendo é a posição do governo brasileiro: a de que o País tenha o direito de desenvolver tecnologias nucleares para fins pacíficos”, afirma Aldo Rebelo (PCdoB-SP).</p>
<p><span style="text-decoration: underline;">Para o deputado Bruno Araújo (PSDB-PE), o risco maior é o Brasil, ao se aproximar do Irã, abrir um flanco para gerar incertezas quanto à real aplicação do programa. “É possível que a aproximação renda bons resultados no campo comercial. Mas o Brasil pode se tornar alvo de desconfiança.”</span></p>
<p>O Brasil já domina, desde 1987, a tecnologia do ciclo de enriquecimento de urânio. A pretensão do País não é apenas se tornar autossuficiente, mas se transformar num fornecedor mundial de urânio enriquecido e combustível nuclear, aproveitando o fato de ter a sexta maior reserva do minério.</p>
<p>No mundo, 32 países têm usina de energia nuclear e nove dominam o enriquecimento, mas apenas três – Brasil, EUA e Rússia – têm ao mesmo tempo reservas do minério e capacidade de produzir o combustível. “Os países que detêm a tecnologia e têm reservas estão diante de grandes oportunidades”, disse o ministro de Assuntos Estratégicos, Samuel Pinheiro Guimarães. “É o combustível do futuro”, conclui.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Fonte:  <strong>Isto É Dinheiro &#8211; SP</strong> &#8211; 15/05/2010 &#8211; 10:41</p>
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		<title>Pernambucanos voltam para casa</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Apr 2010 19:29:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>imprensa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Após dias de atropelos por causa do fechamento de aeroportos europeus por causa da erupção de um vulcão na Islândia, enfim, o retorno para o Estado À medida que os aeroportos europeus retomam a normalidade, pernambucanos que estavam impossibilitados de embarcar para o Brasil começam a voltar para casa. Eles estão entre as milhares de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="corpo" style="text-align: justify;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: x-small;"><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: xx-small;"><span style="font-size: x-small;"><em><a rel="attachment wp-att-1558" href="http://brunoaraujo.com.br/pernambucanos-voltam-para-casa/ba_plenario1/"><img class="alignleft size-full wp-image-1558" style="margin: 6px;" title="BA_Plenario1" src="http://brunoaraujo.com.br/wp-content/uploads/2010/04/BA_Plenario1.jpg" alt="BA Plenario1 Pernambucanos voltam para casa" width="200" height="150" /></a></em></span></span></span><em>Após dias de atropelos por causa do fechamento de aeroportos europeus por causa da erupção de um vulcão na Islândia, enfim, o retorno para o Estado</em></p>
<p>À medida que os aeroportos europeus retomam a normalidade, pernambucanos que estavam impossibilitados de embarcar para o Brasil começam a voltar para casa. Eles estão entre as milhares de pessoas prejudicadas pela nuvem de cinzas da erupção de um vulcão na Islândia na quarta-feira da semana passada. O deputado federal Bruno Araújo (PSDB-PE) chegou anteontem, após seis dias de peregrinação. O parlamentar estava em Londres desde o último dia 13, para um encontro com a ativista iraniana Shirin Ebadi, Nobel da Paz em 2003, e deveria retornar ao Brasil dois dias depois. Mas ele só conseguiu embarcar na terça-feira, no aeroporto de Barajas, em Madri.</p>
<p>Araújo foi de trem da capital inglesa para Paris e lá conseguiu, com a ajuda de funcionários da Câmara, em Brasília, alugar um veículo particular. Orientado a viajar de carro até Madri, o deputado e seu GPS encararam mais de 16 horas de uma viagem que teve até acidente. “Para piorar minha situação, uma carreta virou bem na minha frente. Fiquei duas horas parado porque a estrada foi interditada”, conta ele, já no Recife. Perto da cidade espanhola, seu automóvel ainda quebrou, atrasando por mais alguns minutos a viagem.</p>
<p>O voo que trouxe o parlamentar partiu de Madri às 23h da última terça-feira. Bruno Araújo chegou a São Paulo às 5h30 de anteontem, de onde seguiu para Brasília. E criticou o critério adotado pelas companhias aéreas para remarcação das viagens. “Estão dando prioridade a quem tem bilhete marcado para o dia do voo. Eu achava que deveria priorizar quem está atrasado. Essas pessoas estão sendo encaixadas quando tem vaga. Ainda tem muita gente por lá. Até escoar essa demanda vai levar uns dias”, afirma.</p>
<p>A viagem de volta para o Recife também foi uma dor de cabeça para o consultor e comerciante Gérson Aguiar, 47 anos, a esposa, o filho e mais dois parentes. Eles deveriam embarcar no último domingo de Paris para Lisboa e da cidade portuguesa para o Brasil. Mas, com o fechamento dos aeroportos franceses, tiveram que pagar 1.750 a um motorista para levá-los até Lisboa. Na remarcação da viagem, Aguiar e família só conseguiram um voo anteontem.</p>
<p>“O que mais nos angustiou foi a situação de impotência diante de tudo. As informações fornecidas também eram muito imprecisas. E não tivemos nenhum apoio”, reclama Aguiar, já no Recife. “Felizmente, acabou tudo bem”, completa. Gérson Aguiar informou que vai tentar o ressarcimento dos cerca de 2.500 gastos em hospedagem, transporte e alimentação.</p>
<p><strong>GRUPO</strong></p>
<p>Dez casais pernambucanos em viagem pela Europa tiveram que enfrentar 24 horas de estrada de Paris até Lisboa. O trajeto, que já estava previsto no roteiro, deveria ser feito de avião, mas o caos nos aeroportos fez o grupo optar por viajar de ônibus. A universitária Marina Andrade, 21, cujos pais estão no grupo, afirmou que eles irão desembarcar no Aeroporto Internacional do Recife amanhã, após dez dias de viagem.</p>
<p>Fonte: Jornal do Commércio &#8211; 23/04/2010<br />
<em>Wagner Sarmento</em>wsarmento@jc.com.br</p>
</div>
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		<title>Brasil X Irã</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Apr 2010 19:30:09 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[O deputado federal Bruno Araújo (PSDB-PE) tem encontro nesta quarta-feira(14) em Londres com a iraniana Shirin Ebadi, prêmio Nobel da Paz de 2003. O deputado vai discutir com a advogada, uma das maiores críticas do regime de  Marmud Armadinejad, as consequências da relação entre Brasil x Irã, sobretudo em relação ao programa nuclear iraniano. &#8221; No [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a rel="attachment wp-att-1536" href="http://brunoaraujo.com.br/brasil-x-ira/ba_x_shirin-ebadi/"><img class="alignleft size-full wp-image-1536" style="border: 3px solid black; margin: 6px;" title="BA_x_shirin-ebadi" src="http://brunoaraujo.com.br/wp-content/uploads/2010/04/BA_x_shirin-ebadi.jpg" alt="BA x shirin ebadi Brasil X Irã" width="243" height="133" /></a>O deputado federal Bruno Araújo (PSDB-PE) tem encontro nesta quarta-feira(14) em Londres com a iraniana Shirin Ebadi, prêmio Nobel da Paz de 2003. O deputado vai discutir com a advogada, uma das maiores críticas do regime de  Marmud Armadinejad, as consequências da relação entre Brasil x Irã, sobretudo em relação ao programa nuclear iraniano. &#8221; No caso do Irã, a posição assumida pelo governo brasileiro é perigosa. Não há garantia nenhuma de que o objetivo da república islâmica não seja o de construir um arsenal nuclear&#8221;, frisou.</p>
<div style="text-align: justify;">Confira, abaixo, notas publicadas na imprensa pernambucana sobre o encontro:</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div><strong>JORNAL DO COMMERCIO</strong></div>
<div>COLUNA DIA A DIA &#8211; DATA: 14/04O deputado Bruno Araújo reúne-se hoje em Londres, com Shirin Ebadi, prêmio Nobel da Paz de 2003. Em pauta, a relação entre Brasil x Irã. Sexta, o tucano já estará em PE.</div>
<div>&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;</div>
<div>
<p><strong>DIARIO DE PERNAMBUCO</strong><br />
COLUNA JOÃO ALBERTO &#8211; DATA: 14/04</p>
<p><strong>Nobel da paz </strong>- Bruno Araújo está em Londres, onde se encontra com a advogada iraniana Shirin Ebadi, prêmio Nobel da Paz em 2003. Vai convidá-la para um debate no Brasil sobre as relações entre o nosso país e o Irã. Na sexta-feira, o deputado tem agenda no interior pernambucano.</p>
<p>&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;</p>
<p><strong>COLUNA DIARIO POLÍTICO</strong><br />
DATA: 11/04</p>
<p><strong>Brasil-Irã</strong> // Bruno Araújo (PSDB) viaja, terça-feira, para Londres, onde vai se encontrar, na quarta-feira, com a iraniana Shirin Ebadi, prêmio Nobel da Paz de 2003. O deputado pretende discutir as relações entre o Brasil e o Irã. De volta, o tucano estará, na sexta-feira, visitando bases eleitorais pelo interior do estado.</p>
</div>
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		<title>Irã: o que não podemos esquecer</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Feb 2010 15:56:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>imprensa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quando criticamos aqueles que apoiam o governo do Irã, a ideia não é a crítica pela crítica, sem fundamento. Criticamos porque não concordamos com a postura dos que não sabem o que está ocorrendo naquele país. Ou pior: fazem de conta que nada acontece. Quem se informou sobre o povo iraniano e sobre a sua [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Quando criticamos aqueles que apoiam o governo do Irã, a ideia não é a  crítica pela crítica, sem fundamento. Criticamos porque não concordamos  com a postura dos que não sabem o que está ocorrendo naquele país. Ou  pior: fazem de conta que nada acontece.</p>
<p style="text-align: justify;">Quem se informou sobre  o povo iraniano e sobre a sua situação não pode ser frio e pensar  exclusivamente no que o Brasil, ou alguns líderes, podem ganhar com  reuniões entre diplomatas, políticos e empresários para fazer negócios,  como se tudo estivesse bem por lá.</p>
<p style="text-align: justify;">As coisas não estão nada  bem no Irã. O regime está se esgarçando e aumenta a repressão política  contra os opositores de regime. Ainda sofremos no nosso meio político  as marcas da repressão vivida no Brasil até a década de 80 do século  passado. Entender-se com um regime que apela para a violência para se  manter no poder é grave erro.</p>
<p style="text-align: justify;">As notícias que chegam aqui  mostram o desrespeito por coisas que consideramos entre as mais  importantes para os indivíduos em qualquer lugar do mundo: a liberdade  e os direitos humanos.</p>
<p style="text-align: justify;">O direito de poder falar das coisas de  que gostamos, dos sonhos e daquilo em que acreditamos, sem medo de  sermos perseguidos. O direito de poder rezar para Deus da forma que  acharmos melhor. O direito de discordar dos governantes, claro que com  respeito e dentro da lei. O direito de pedir por mudança quando  percebemos que o governo não sabe mais como resolver os problemas do  povo.</p>
<p style="text-align: justify;">Resumindo, nos dias de hoje está sendo negada a  possibilidade de os iranianos viverem em paz e em um regime  democrático. Os exemplos são muitos. Ocorre na diferença de tratamento  a homens e mulheres, com o absurdo de considerar que uma mulher vale a  metade do homem; nas ações contra os homossexuais; na repressão radical  e violenta contra as religiões, chegando ao ponto de algumas crenças  não serem reconhecidas. É o caso do grupo chamado baha’i, que tem sido  perseguido ao ponto de muitos de seus integrantes estarem considerando  uma espécie de genocídio cultural. O fato de terem uma religião  diferente os tornam ameaçadores para o regime iraniano.</p>
<p style="text-align: justify;">A  intolerância também atinge outros grupos. Os vídeos que estão na  internet mostram coisas assustadoras. Mulheres sendo apedrejadas ou  enterradas vivas acusadas de adultério. Filas de postes com homens  enforcados, acusados de homossexualismo. Homens e mulheres sendo mortos  porque tiveram coragem de se opor ao governo. Porque disseram: “Eu  discordo!”</p>
<p style="text-align: justify;">Testemunhos de pessoas que escaparam do Irã  confirmam o que está ocorrendo e, agora, começam ser divulgados casos  de corrupção, com desvios de bilhões de dólares, envolvendo os chefes  do governo e seus parentes. Como disse a iraniana ganhadora do Prêmio  Nobel da Paz de 2003, Shirin Ebadi, o povo “expressa seus anseios de  maneira pacífica, mas recebe balas e prisão”. Mas, como ela também  observou: “O povo já está cansado, não tem nada a perder. Suas leis,  sua história, seu dinheiro, foram todos tomados. Ele já não tem medo do  governo”.</p>
<p style="text-align: justify;">Pois esse país, que não respeita a diversidade e é  intolerante, é o país que quer aprofundar laços com o Brasil. Outro  ponto de preocupação é o súbito interesse do Irã por nossas pesquisas  nucleares. Tal fato é preocupante na medida em que o Irã é um pária na  comunidade internacional por se recusar a abrir suas instalações  nucleares à fiscalização internacional.</p>
<p style="text-align: justify;">Por tantas razões não  dá para acreditar que o Brasil esteja disposto a aprofundar suas  relações com o Irã. Pior, não temos nada a aprender com eles e eles não  parecem interessados nas lições de tolerância religiosa, racial e  sexual que o Brasil pode dar. Não vale, por um punhado de dinheiro,  expandir relações econômicas com quem não respeita os direitos humanos  mais básicos.</p>
<p style="text-align: left;">Bruno de Araújo<br />
Deputado federal pelo PSDB de Pernambuco, vice-líder do partido na Câmara</p>
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