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A recompensa de uma ousadia

  • Equipe Bruno Araújo
  • 21 de mai. de 2025
  • 3 min de leitura

O Globo – Artigo (01/12/2021) Por Bruno Araújo 



Nos últimos meses, o PSDB promoveu uma festa da democracia. Em maio,  tivemos a coragem de lançar prévias para que os filiados tucanos pudessem  manifestar sua escolha e elegessem nosso candidato para as eleições  presidenciais de 2022. A vitória de João Doria no último sábado coroa esse  processo inédito. 

Não foi, claro, um caminho sem percalços. O partido enfrentou não apenas a  desconfiança de alguns analistas e de adversários que gostariam de nos  relegar ao passado histórico, provavelmente temerosos da força política e  eleitoral do partido que mudou o Brasil com o governo Fernando Henrique.  Enfrentamos, sobretudo, sórdidas tentativas de nos impedir de concluir as  nossas prévias. 

Os indícios levantados pela desenvolvedora do nosso aplicativo, a Faurgs,  acerca de tentativas de ataques de hackers observadas no dia 21 foram  corroborados pelo que efetivamente aconteceu na conclusão da votação. No  último sábado, houve milhões — sim, milhões — de investidas vindas do  exterior para tentar barrar nossas prévias. Os sabotadores da democracia  não desistem. 

A questão que sobressai a partir dessa constatação é: a quem interessava  impedir que o PSDB escolhesse, democraticamente, seu candidato a  presidente da República? Serão os mesmos que, quase diariamente,  investem contra nossas instituições e ameaçam nossa democracia? Os  mesmos que flertam com ditaduras daqui e lá de fora? Pois eles não  conseguiram deter o PSDB. 

O sucesso da votação realizada no sábado é a recompensa de uma ousadia.  As prévias tucanas são a maior inovação da política brasileira em décadas. E  inovar é sempre mais difícil que o conforto da omissão e do conformismo. No  nosso partido, as prévias tornaram-se um caminho sem volta, e esperamos  

que se transformem também em paradigma para as demais legendas  brasileiras. 

No PSDB, os candidatos não são autoindicados, impostos ou escolhidos por  meia dúzia em conchavos. Essa é nossa diferença: nós radicalizamos a  democracia. O processo de escolha tucano agora precisará sempre de um  “mesão”, onde caibam dezenas de milhares de cadeiras — as prévias tiveram  o voto de 29.192 filiados, eleitorado maior que o de 4.788 municípios  brasileiros. Que partido ousaria ir tão longe?

Conhecido o resultado, a mudança que o Brasil precisa começa agora. A  missão da nossa candidatura é atacar o abismo de desigualdades que  separa os brasileiros. A lista de retrocessos e fracassos que o país  experimentou nas últimas décadas é extensa. Não podemos continuar reféns  de governos alheios e indiferentes à miséria, à fome, à inflação, à recessão e  ao desemprego. 

O sucesso do nosso candidato estará em promover as reformas necessárias.  Mas não apenas. Estará também em impedir tanto a volta de aventuras  patrocinadas por aqueles cujos governos assaltaram o país quanto a  permanência do atual presidente da República, cuja maior proeza até agora  foi conseguir ressuscitar em parte dos brasileiros a ilusão de que o PT presta. 

A partir de agora, com a unidade partidária construída no voto e no confronto  de ideias, respaldada pelas declarações de Eduardo Leite e Arthur Virgílio  logo que o resultado foi proclamado, o governador João Doria tem a  necessária legitimidade para buscar apoios e construir alianças. Dispõe  também da autoridade para, com generosidade, humildade e maturidade,  liderar o entendimento com as demais forças políticas e sociais  comprometidas com a democracia para ser o candidato da união e, juntos,  buscarmos a vitória em 2022. 

Juntos, vamos derrotar as duas faces da mesma moeda do populismo  irresponsável e eleitoreiro que boicota dias melhores para os brasileiros. Não  tenhamos medo: a esperança, a real esperança de recuperar a prosperidade  e a paz, de resgatar as imensas virtudes do nosso país e de voltar a sonhar,  somos nós. E ela vai vencer. Porque o Brasil merece um novo caminho.

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