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Nordeste quer mais do que Bolsa Família e promessas não cumpridas

  • Equipe Bruno Araújo
  • 21 de mai. de 2025
  • 2 min de leitura

Correio Braziliense – Artigo (21/09/2013) Por Bruno Araújo 



Com quase um terço da população brasileira, o Nordeste luta por sua  autonomia. A região já não se contenta mais em ser apenas o destino  principal da maior parte dos benefícios do Bolsa Família, como confirmam  levantamentos do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome:  das 13.765.514 famílias beneficiadas pelo programa, 6.966.714 são do  Nordeste. 

Longe de querermos tirar o mérito do Bolsa Família, que tem sido  fundamental para assegurar condições mínimas de dignidade a milhares de  brasileiros. Vale ressaltar, inclusive, que o Bolsa Família teve suas raízes  estabelecidas no governo Fernando Henrique Cardoso. Mas é preciso deixar  claro que nós, nordestinos, queremos e merecemos mais do que isso. 

Precisamos de políticas estruturantes imediatas, que nos permitam andar  com as próprias pernas, não apenas de programas sociais e muito menos de  falsas promessas, como o conjunto de obras que nos foi vendido nas últimas  eleições presidenciais pelo PT. 

Podemos começar pela tão propalada Transposição do Rio São Francisco,  iniciada com alarde pelo ex-presidente Lula em 2007 e visitada com pompa  por sua então chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, pouco antes do início da  campanha eleitoral de 2010. 

Identificada na propaganda eleitoral petista como a solução para a seca do  Nordeste, a obra não conseguiu levar até agora uma gota d"água aos  nordestinos, que vivenciaram este ano a pior estiagem dos últimos 40 anos.  Mesmo tendo seu custo inicial pulado de R$ 3,8 bilhões para R$ 8,2 bilhões.  A inauguração prometida para 2010 acabou adiada para 2015. 

A situação da Ferrovia Transnordestina, cuja conclusão foi prometida pela  então candidata Dilma Rousseff até o fim de 2010, é ainda pior. A obra está  parada. Dos 1.728km de trilhos previstos, apenas 362km estão prontos. E a  previsão de gastos federais não para de subir e deve bater a marca de R$  7,5 bilhões, quase o dobro da estimativa inicial. 

O mesmo ocorre com a Ferrovia Norte-Sul, que também teve sua  inauguração prevista para 2010. Mas, logo após a posse de Dilma Rousseff,  a construção começou a sair do trilho, depois de ministros do Tribunal de  Contas da União apontarem "gestão temerária" e "controle deficiente" na  ferrovia antes de a obra ser efetivamente inaugurada. O pior é que alguns 

trechos prontos já se transformam em ruína, mato e erosão. 

Para coroar esse quadro de ineficiência, registro a situação da Refinaria  Abreu e Lima, obra tão aguardada pelos pernambucanos pela janela de  oportunidades que garantirá ao estado. A refinaria ainda não está pronta.  Começou a ser construída em 2007, mas desde então seu custo aumentou  quase nove vezes, chegando aos atuais US$ 20,1 bilhões. 

Na tentativa de encontrar uma luz no fim desse túnel, o PSDB decidiu discutir  com os próprios nordestinos seus problemas e prioridades, por meio de um  encontro regional previsto para acontecer neste 21 de setembro, em Maceió. 

Os nordestinos precisam ser ouvidos. Ninguém resolverá os problemas da  região conversando apenas com marqueteiros, como tem feito o PT.

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