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Dilma leva o País a uma viagem sem volta

  • Equipe Bruno Araújo
  • 21 de mai. de 2025
  • 2 min de leitura

Congresso em Foco – Artigo (17/03/2015) Por Bruno Araújo 




Há um consenso entre os cientistas de que se a temperatura da Terra  aumentar em mais de dois graus, o planeta poderá romper o chamado “limite  de resiliência”. Este é o ponto no qual a natureza não consegue mais se  regenerar e passa a ser ameaçada por grave catástrofe. 

Na condução de um país, governantes incompetentes e tolerantes com a  corrupção também podem levar uma Nação a ultrapassar a fronteira da  estabilidade. Assim como acontece com os ecossistemas, nas sociedades, o  resultado por se cruzar a linha do suportável é o caos. Sobra como herança  uma conta gigantesca, invariavelmente, paga pela população. 

Sob o governo Dilma, foram desmontados os principais fundamentos  macroeconômicos. No seu lugar, adotou-se um modelo suicida que chegou  com a grife de a “nova matriz econômica”. A maquinação, claramente movida  por ambições eleitorais, buscava um crescimento exclusivamente por meio  do consumo. É claro que, como era previsto, o resultado foi um retumbante  fracasso. 

O sinistro manifesta-se em todos os índices econômicos e a conta da farra  chega de uma só vez. A inflação, por exemplo, flerta perigosamente com uma  taxa de dois dígitos. O dólar, ao romper a barreira dos R$ 3, torna-se um  combustível adicional para o aumento dos preços, uma vez que 40% da  cesta de consumo brasileira são indexadas ao valor da moeda americana. 

Na tentativa de controlar a inflação, o Banco Central, solitário, sobe a taxa de  juros e hoje chega a 12,75%, mas esse percentual não deve parar aí. As  contínuas altas levaram o país, agora novamente no topo do ranking de juros  reais do mundo, a gastar mais de R$ 300 bilhões, no ano passado, somente  com o serviço da dívida, o equivalente a 12 anos de Bolsa Família. 

Na outra ponta, temos o PIB, principal medida de crescimento, e a produção  industrial com números cada vez mais negativos. 

Com a economia cambaleante, o país fica extremamente indefeso diante de  possíveis choques externos. É uma incógnita como vai enfrentar o aumento  dos juros nos Estados Unidos, a ser anunciado mais dia menos dia. A alta vai  desviar capitais, que são destinados aos países emergentes, para o mercado  americano. A situação, infelizmente, pode ganhar contornos ainda mais  graves, uma vez que o mercado financeiro já dá como provável o  rebaixamento da nota de risco brasileira no curto prazo. O dinheiro, então,  ficará mais caro e, portanto, será ainda mais difícil fechar as contas externas.

Estamos caminhando para a recessão, não resta dúvida. E os trabalhadores  já estão pagando o preço pelo enfraquecimento das atividades produtivas. A  previsão de desemprego para 2015 pode chegar a 8%, um número  extremamente preocupante. 

Mesmo diante de uma tragédia em curso, a presidente insiste em aumentar  impostos, restringir os direitos dos empregados e manter os altos gastos da  máquina pública em prejuízo dos investimentos. Enfim, a presidente continua  fazendo besteira. Na contramão do bom senso, Dilma está levando o país a  uma viagem sem volta.

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