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Trapaça eleitoral

  • Equipe Bruno Araújo
  • 21 de mai. de 2025
  • 3 min de leitura

Congresso em Foco – Artigo (10/02/2015) Por Bruno Araújo 






No dia 23 de janeiro de 2013, a presidente da República convocou cadeia  nacional de rádio e TV para anunciar a redução da conta de luz em até 20%.  O pronunciamento repercutiu como uma atitude arbitrária que tinha como  objetivo apenas fazer propaganda política. O que se viu e ouviu naquela noite  foi uma infeliz peça publicitária endereçada ao eleitor brasileiro. 

O “merchandising” palaciano, como era de se esperar, não resistiu por muito  tempo. Para sustentar sua disposição de baixar a tarifa de energia a qualquer  custo, Dilma forçou as concessionárias a renovar seus contratos de  concessões. As elétricas de São Paulo, Paraná e Minas Gerais, controladas  por governos do PSDB, no entanto, se recusaram a assinar os novos ajustes,  o que se revelou uma decisão acertada, pois a iniciativa da presidente  resultou num rombo que pode aumentar a conta de luz em mais de 60% este  ano. 

A ideia “genial” de Dilma também desestimulou a expansão da oferta de  energia no país. Como consequência, o Brasil está sob a constante ameaça  de um apagão geral. O sinal já foi dado quando metade do país ficou no  escuro em janeiro passado. 

Infelizmente, para o país esse não é o único mico que a presidente vem  pagando. Na ânsia de se reeleger, ela passou todo o período da campanha  eleitoral de 2014 vendendo, de forma desleal, a ideia de que seus  adversários, caso fossem eleitos, aumentariam os juros e a inflação, e que  isso iria tirar a comida da mesa dos pobres. 

Após a reeleição, os juros saltaram para 12,5% ao ano. Hoje, a inflação  acumulada dos últimos 12 meses saltou para 7,14%. O pior é que do jeito  que os preços continuam disparando, o custo de vida ao final do ano deve  estar totalmente fora de controle. Enquanto isso, o crescimento econômico do  país previsto para 2015 é zero. 

Os trabalhadores, em particular, foram impiedosamente punidos com o  estelionato eleitoral armado pelo PT. 

Entre o primeiro e o segundo turno da eleição presidencial, a então candidata  foi taxativa: “Tem coisas que eu não concordo como mexer nos direitos do  trabalhador e não abro mão nem que a vaca tussa”. 

No final de dezembro de 2014, já reeleita, Dilma editou duas medidas  provisórias exatamente na contramão do que afirmou. As MPs diminuem  benefícios trabalhistas e previdenciários como o abono salarial, o seguro desemprego, a pensão por morte e o auxílio doença.

O pacotaço demonstra, ainda, um lado perverso da personalidade da  presidente. É que Dilma passou toda a campanha eleitoral demonizando  seus adversários ao repetir, sem o menor escrúpulo, que eles acabariam com  importantes direitos trabalhistas e que ela jamais faria uma coisa desta. 

Mas as maldades contra os assalariados não pararam. Em janeiro, a  presidente vetou a correção de 6,5% na tabela do imposto de renda,  aprovada pelo Congresso Nacional, o que constitui, de fato, um aumento de  tributos para o contribuinte. 

Quem depende de programas sociais, isto é, a camada mais pobre da  população, também deve ficar atenta à tesoura do Planalto, uma vez que o  governo já estuda cortar gastos nesta área. 

Este é mais um exemplo do modo como a presidente atua. Basta lembrar que  de uma maneira desonesta a então candidata do PT passou toda a  campanha eleitoral garantindo que o candidato Aécio Neves iria acabar com  os programas sociais como o Bolsa Família e o Minha Casa, Minha Vida. 

As maldades, infelizmente, não param e mais aumentos estão prestes a sair  do forno. A bola da vez são novas elevações de tributos, mesmo já tendo  aumentado os impostos sobre o crédito ao consumidor, combustíveis, bens  importados e setor de cosméticos. 

Enfim, a presidente vem enganando todo o país o tempo todo, pois ao  contrário das promessas de governar com grandeza, Dilma até agora só deu  como presente aos brasileiros sacos de maldades. O amontoado de trapaças  usadas para ganhar a eleição, a incompetência como gestora e os  intermináveis escândalos de corrupção envolvendo o seu governo, que tem  no desmanche da Petrobras o seu maior exemplo, felizmente, não está  deixando o atual governo impune. E a conta desse pandemônio já começa a  chegar. É o que mostra pesquisa divulgada, neste final de semana, pelo  Datafolha. Segundo levantamento feito pelo Instituto, para 46% da  população, a presidente mentiu durante a campanha eleitoral de 2014. A  consulta revela ainda que 54% dos entrevistados a consideram “falsa”.

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