PSDB respeita o eleitor ao apoiar nome do MDB
- Equipe Bruno Araújo
- 22 de abr. de 2025
- 3 min de leitura
Atualizado: 21 de mai. de 2025
O Globo – Artigo (18/06/2022)
Por Bruno Araújo

Desde seu surgimento, em 1988, o PSDB foi protagonista dos momentos
fundamentais da nossa História. Com líderes que estiveram na linha de frente
da redemocratização, contribuiu para a entrada do Brasil no terceiro milênio
com estabilidade econômica, programas de transferência de renda,
privatizações e modernização do Estado.
Na oposição a partir de 2003, o partido viu o então presidente Lula manter a
política econômica e social tucana e, simultaneamente, o PT culpar o partido
como responsável por uma suposta “herança maldita”. Acusação leviana, de
que o PSDB não soube se defender adequadamente. Quando o PT se
desviou dos parâmetros da governança tucana, o Brasil entrou numa espiral
de crises de que até hoje não conseguiu se recuperar.
Por meio da “Nova Matriz Econômica”, os petistas tentaram reviver o Estado
grande e ineficiente dos governos militares. As consequências foram
recessão, desemprego, inflação e o maior escândalo de corrupção da
História.
O PSDB também sofreu com acusações injustas que o machucaram. Os
resultados da confluência entre a crise econômica gerada pelo PT e o
movimento da antipolítica foram a eleição de Jair Bolsonaro, com nostalgia
do regime militar, ameaças às instituições, confusões administrativas e
bravatas diárias. A Executiva Nacional do PSDB sempre repudiou os
excessos do governo atual. Fizemos do partido uma trincheira em defesa da
democracia e das instituições. Ouso afirmar que nossos atos ajudaram a
refrear ímpetos golpistas.
Sofremos crítica porque nossa bancada, em certos momentos, votou com o
governo. Na grande maioria das vezes, foram matérias cuja essência está no
nosso DNA e são benéficas ao país, como a modernização do Estado.
Bolsonaro e o PT votavam juntos na pauta econômica, populista e
corporativista, como na oposição à privatização da Vale ou à reforma da
Previdência. Quem mudou foi ele, não nós.
Claro que também cometemos erros durante essas décadas. Mas a hora é
de olhar para a frente. O Brasil tem questões urgentes a resolver. De um
lado, lidamos com um presidente que, sim, ameaça a sociedade, foi
insensível com o drama de milhões na pandemia e prefere concentrar suas
energias em pautas ideológicas estapafúrdias. De outro, um partido que nada
aprendeu e que apresenta à sociedade propostas que retomam erros da
presidente Dilma.
Não precisamos escolher entre duas crises, a institucional, com Bolsonaro,
ou a econômica, com o PT. Não precisamos votar “não”; podemos votar
“sim”. Por isso escolhemos nos unir à pré-candidatura de Simone Tebet, do
MDB. O ex-governador João Doria demonstrou elevado espírito público para
construirmos a aliança.
O país superou seus momentos difíceis quando as forças fiéis à democracia
estiveram juntas. Podemos citar a eleição de Tancredo Neves, em 1985, ou a
aliança que apoiou Itamar Franco a partir de 1992, com o Plano Real, em
1994. Agora não tem como ser diferente.
Por mais que a natureza do PSDB, desde 1989, com Mário Covas, tenha sido
ter candidaturas próprias, neste momento da História o dever era oferecer à
nação um quadro viável, que fosse parte de uma aliança mais ampla.
Portanto abrir mão do nosso nome em favor do nome do MDB é gesto de
absoluto respeito do PSDB ao eleitor. Porque o PSDB não serve a si mesmo,
mas ao Brasil.
O partido segue confiante em seu futuro. Basta ver a lista de nomes, nossos
candidatos, que apontam para essa renovação, como Rodrigo Garcia, em
São Paulo; Eduardo Leite, no Rio Grande do Sul; Raquel Lyra, em
Pernambuco; Pedro Cunha Lima, na Paraíba; Alessandro Vieira, em Sergipe;
e Eduardo Riedel, em Mato Grosso do Sul. São líderes de quem os
brasileiros ouvirão falar muito, e muito positivamente, agora e nas próximas
décadas. O PSDB continua com muita gente vocacionada para carregar
nossos ideais.






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